terça-feira, 4 de agosto de 2009

Borboletas de Zagorsk

Ontem assisti a este documentário, Borboletas de Zagorsk, produzido pela BBC em 1992. Não vou repetir o que muitos diriam sobre o assunto, sobre como temos tudo e ainda assim reclamamos. Isto é obvio demais.

Antes de prosseguir, coloco o questionamento que me levou a assisti-lo e gostaria que você pensasse sobre isso: Crianças surdas e cegas, que nasceram assim ou ficaram com tais deficiências devido a alguma doença podem se comunicar? Elas têm alguma possibilidade de se transformarem em adultos com capacidades intelectuais, sociais e físicas totalmente desenvolvidas?

Eu respondi que não e minhas orelhas de burro estão arrastando no chão até agora. É impressionante a 'não-limitação' humana para aprender e se adaptar. Mais do que isso, é incrível a capacidade do ser humano em acreditar e realizar o impossível.

O documentário mostra como os professores russos ensinam alunos com as deficiências que citei, associadas - em alguns casos - a retardos mentais. Estes professores acreditam que toda criança tem direito a educação e tem plenas possibilidades. Para a minha surpresa, a personagem principal do documentário perdeu a visão e audição com 9 anos de idade. Ela é filosofa, psicóloga, mãe e esposa. Escreve poemas com vocabulário muito mais vasto do que o meu.

Enfim, é um dos fatos mais impressionantes que vi. Ainda, minhas orelhas de burro não me deixam compreender como uma pessoa que nunca teve acesso a qualquer outro tipo de comunicação consegue dar sentido a pequenos movimentos de mão, fazendo com que cada um tenha um significado, tornando-a capaz de se comunicar plenamente.

Na minha ignorância, eu imaginava que estas pessoas eram condenadas a uma vida inativa. Que eram alimentadas e limpas diariamente, sem outros horizontes. Pobre de mim que não tenho a capacidade de acreditar no impossível!

Termino com uma frase citada no documentário, que é o lema dos professores deste instituto. Ela diz mais ou menos assim: Qualquer aluno pode aprender, basta encontrar o método certo.

9 fizeram a Carol feliz...:

DANIZINHA disse...

Sim. Qualquer aluno pode aprender. Concordo totalmente.

Quando eu era criança e via coisas incriveis feitas por deficientes(ou portadores de necessidades especiais), eu ficava surpresa. Mas como criança eu via tudo literalmenet, então ao inves se aprender a mensagem eu ficava imaginado como me preparar caso tragédias acontecessem comigo. Treinava escrver com a mão esquerda, com os pés, com a boca.

E a resposta para 'como é possivel?'. A mente. Seu poder. E o coração.

beijos

carol, vc tah no twitter?
como jornalista eh uma ótima oportunidade para ti. Vc tem que aderir. E é muito prático e não toma tempo.

DANIZINHA disse...

manda eu te achart e nao deixa nem endereço..entra no meu twitter atraves do meu blog.basta clicar no icone
procurei pelo teu nome e nao achei

Neto disse...

olha eu nunca duvidei disso não, sempre vejo esses negocios d superacao e tal
até alguns daqueles programas sensacionalistas, mas pô... apesar do ser humano ser a maior praga da natureza, é capaz de coisas que deixa nós mesmo seres humanos boquiabertos
Deus é o cara né

Dom .A. disse...

Usamos apenas 1% da nossa capacidade cerebral. Portanto, somos capazes de coisas inimagináveis.

Bjãoooo

O Iluminado disse...

é mesmo não podemos duvidar de nossas capacidades de adaptação e de superação!

bjs boa semana!

O Iluminado disse...

ps: hehehe... vc tem boa percepção! faz parte de um seleto grupo! :)

bia de barros disse...

Vou tentar me lembrar disso quando for mãe ou professora - o que acontecer primeiro...

Obrigada por teu comentário no meu blog; serás sempre bem-vinda por lá!

Beijos de luz,
BeA.*

Thiara Pagani disse...

Fico feliz que tenha gostado do meu blog, saiba que gostei muito daqui tbm viu?

Volte sempre!

Olhares e silêncio disse...

Oi Caroool! :D Depois de um bom tempo sem te visitar, passei para um oizinho... E caí direto nas Borboletas de Zagorsk! ^^ Mulheeer, me permite utilizar alguns de teus questionamentos para instigar questões com meus colegas, em um trabalho sobre inclusão? :)
Claro, mantenho o sigilo! :)
Adorei teus apontamentos! A gente precisa se abrir para esses "métodos certos", deixando a ignorância e o preconceito de lado...

Beeeijos!