domingo, 28 de fevereiro de 2010

Eu compro uma bicicleta!

Ah, babe! Não confunda...
Não é porque eu sou para casar que eu quero casar!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Minha oração em dias de TPM

Houve um tempo em que eu ria das mulheres que falavam sobre TPM. Eu não tinha, não sabia o que era. Mas há alguns anos, talvez pelo incentivo psicológico das piadas, a TPM toma conta de mim. Sou do tipo "Tocou , Perguntou , Morreu".
Então, num momento de inspiração, reuni meus desejos numa oração para exorcizar o espírito do mau e garantir a sobrevivência de quem está por perto.
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Senhor, salve as pessoas que estão a minha volta.
O diabo da TPM é mais forte do que eu.
Dá-lhes juízo para não me desafiarem.
Que ninguém sorria com sarcasmo ou me olhe de lado nestes sete dias.
Faça-me forte diante de uma barra de chocolate, uma coca normal gelada ou um freezer de sorvete.
Que surjam em minha frente apenas produtos lights.
Desvia-me do caminho das vitrines, mas se for inevitável, não me deixe estourar o limite do cartão.
Dá-me discernimento para não comprar qualquer roupa só porque está em promoção
E boas fofocas para aliviar a tensão.
Faça com que ele dê-me um sorriso e seja gentil.
Que alguns homens bonitos cruzem o meu caminho desacompanhados, para eu lembrar que o Senhor existe e agradecer;
Não deixe que aquela amiga chata me ligue ou fale comigo no msn.
Permita que meu cabelo esteja com o volume certo
E mantenha as tesouras longe de mim.
Que um romance inédito esteja sempre à disposição na locadora para justificar minhas lágrimas.
Que eu nunca passe o 14º dia sozinha, pois a energia acumulada tem potencial para grandes catástrofes.
Coloca em minha frente apenas os espelhos que emagrecem.
Que o meu rímel e lápis nunca borrem,
E que a minha testa não fique enrugada.
Dá-me força para vencer a preguiça e me exercitar.
Senhor, não me deixe inchar mais do que três quilos,
E que eu caiba na calça jeans que eu desejo vestir.
Abençoe o criador do absorvente, do desodorante e da cera depilatória.
Que nos próximos dias eu não tenha cólicas
E que nunca, jamais, em hipótese alguma, desça para mim quando eu estiver sem O.B. na bolsa! Amém.


Anexo:
As melhores definições de TPM que já vi:
"TPM é a época do mês em que algumas mulheres se comportam, por alguns dias, da maneira como grande parte dos homens se comporta durante o ano inteiro” - autor desconhecido, mas posso apostar que era uma mulher!

Todos Problemas Misturados;
Tendências a Pontapés e Murros;
Temporada Proibida para Machos;
Tire a Porcaria da Mão;
Tente no Próximo Mês;
Tô Pirada Mesmo;
Tempo Para Meditação;
Totalmente Pirada e Maluca;
Tendência Para Matar;
Tira as Patas Moleque;
Tenha Paciência Meu;
Todos os Problemas no Momento.

My (old fashioned) top hits

Outro dia me disseram que eu tenho músicas para quem mora sozinho. Am I lonely, babe?

I don't know...

São as músicas que eu gosto, aquelas que eu escuto em casa, no carro, no barzinho. Gosto de gaúcho, forró e sertanejo para dançar!

Descobri outro dia o Trash pour 4, o qual pela quantidade de cds não deve ser tão novo. Eu estou absolutamente apaixonada pelas versões de Material girl; The raindrops are falling on my head; Like a virgin; Quizás, quizás, quizás; e I touch myself, dentre outras que eu tenho escutado exaustivamente.

Este 'escutar exaustivamente' é um dos meus problemas musicais. Escuto tanto um cd que fico enjoada dele. Isso já aconteceu com álbuns do Leoni, Marisa, Oswaldo, Fernanda Takae, Carla Bruni, Skank, Alanis, Celine, Nat King Kole e tantos outros.

A versão do Daniel Boaventura de If está rolando agora... Quando eu era adolescente, descobri esta música, ainda na sua primeira versão, interpretada por Bread. Quando aprendi a falar inglês, descobri que a música era tão linda quanto eu eu a pintava nas noites em que adormecia ouvindo-a no discman. Foi bom redescobri-la!

Não posso deixar de creditar boa parte do meu gosto musical à rádio Lumen, de Curitiba, que ouço na internet. Eu gosto também de músicas antigas. Tenho uma lista de top hits bastante old fashioned - nem tanto por serem velhas, mas por serem um tanto fora de moda. But it's all right, I'll listen to them anyway!

Esta mania de escutar a mesma música em períodos diferentes faz com que eu tenha uma memória musical. Se ouço Sozinho - do Caetano, lembro de um amigo que a tocava no violão. Se está rolando New York, New York logo vem à lembrança uma apresentação num show de calouros de intercambistas num dos nossos últimos encontros. Essa apresentação certamente foi a versão com a maior diversidade de sotaques que esta música já teve. Dos que eu lembro, havia brasileiro, chinês, japonês, tailandês, russo, chileno, argentino, alemão...

Leoni lembra a faculdade, minha casa azul e como eu a limpava, estudava, lavava a louça e fazia tudo cantarolando "a fila que eu escolho vai sempre andar mais devagar, o troco acaba bem na hora em que eu vou pagar". O Teatro Mágico não me lembra exatamente uma situação, mas também foi uma das minhas descobertas musicais mais felizes.

Até alguns dias atrás eu estava viciada em Marcelo Camelo. Descobri que cansei um pouco dele quando estava pedalando e parei para trocar de música...

Outro dia coloquei a culpa das minhas desventuras, especialmente as amorosas, nas músicas que ouço. Onde já se viu começar qualquer relacionamento ouvindo alguém cantarolar "Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar que caberá ao nosso amor o eterno não dá"?. O universo nos ouve ou não? Ou então, quem é que vai para frente com o insconsciente cantando "se eu me distraio um único instante, pode apostar que eu perco o mais importante".

Gosto também de música clássica. Estas não podem ter culpa nenhuma, pois fazem com que eu pense no que desejo, eu as escuto com os ouvidos, coração e mente. Entretanto, se as minhas desventuras forem culpas das músicas que ouço, vão aparecer sempre, pois música é o vício que não largo!

No vídeo abaixo, Baby, can I hold you tonight - na versão Trash pour 4, é claro! Talvez seja também algum desejo inconsciente, vamos ver o que me diz o universo!

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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Micos sobre duas rodas

Se eu tivesse nascido numa família circence, certamente seria palhaça. Pois pagar mico é minha especialidade.

Acordei disposta a forçar um pouco minha bike (a coitada anda tão fora de forma!) e fui pedalar. Depois que voltei fui consultar e o google e ele me disse que a rota que eu fiz era de 7km. Considerando que eu dei uma voltinha antes, dá para acrescentar mais 1km e multiplicar tudo por dois, considerando ida e volta.

Estavámos eu e a magrela ouvindo Trash pour 4 - minha nova banda predileta - quando, de repente, vi que estava vindo uma passeata. Havia carro de polícia na frente e tudo. Até que veio a constatação: Passeata que nada, era um passeio ciclístico! E eu estava indo no lado contrário!

Umas 100 bicicletas vindo e eu indo. A galera (eu não vi sequer uma mulher) não perdeu a oportunidade de rir e mexer comigo: "Você está no lado errado", disse um. "O gata, vem com a gente", gritou outro. "Ei, passe pro lado de cá"... e assim por diante. Eles estavam todos bonitos e formosos. Eu, suada e acabada.

De todos, talvez eu conhecesse cinco. Outros 10 eu posso ter visto pedalando e devo ter olhado para suas pernas de ciclistas...

Ah! Se eu pudesse me esconder!

Fui rindo da situação por pelo menos um quilômetro até que cheguei a um trecho em que o asfalto estava sendo recapado. Eu segui pelo acostamento ignorando qualquer coisa que acontecesse a minha volta. Respirei fundo, passei pelo caminhão de pixe e cerca de 10 homens que estavam ali trabalhando. Ele estava estacionado bem no início de uma subida. Fui trocar de marcha para subir mais confortavelmente e, adivinhem? Lógico que a magrela fora de forma me deixou na mão e deixou escapar a correia. Por pouco não cai. A empurrei até o estacionamento de uma loja, cerca de 5 metros adiante, e tive que sujar minhas mãozinhas. Não ousei olhar para trás, mas tenho certeza que eles riram. Como eu não me entrego facilmente, consertei a danada e continuei o passeio.

Segui adiante e dei de cara com algum torneio amador de futebol. Os homens da cidade que não estavam trabalhando ou andando de bicicleta estavam por lá. E uma mulher passando por tantos homens, mesmo sendo do tipo feia como eu, chama a atenção. Assobios e gracejos que não entendi se juntaram à versão de Quizás, Quizás, Quizas que estava tocando no fone. Respirei e segui.

Cheguei na faculdade, meu destino. Tomei água e voltei. Depois de tanta emoção, na última subida achei que não aguentaria mais. A descida para casa foi compensadora. O banho foi tudo de bom. E a soneca que vou tirar agora certamente será relaxante!

Pensei em não sair mais de casa neste domingo, afinal creio que há um limite diário de micos que uma pessoa pode pagar. Mas li minha sorte de hoje e pensei que talvez eu esteja no caminho certo: "ótimo dia para fazer amizades". Pensando bem, talvez esteja na hora de ver quem saiu campeão do torneio de futebol!


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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Jogo - narradora quase profissional!

Quem imaginou que seria hilário acertou! Quem não está entendendo nada deve ler o post abaixo antes de prosseguir.

Minha carreira como narradora de futebol em inglês é mais promissora que a de jornalista atualmente!

Foi engraçado demais! Imaginem a situação!

Levei uma cúmplice, é claro! Sentamos no lugar mais alto da arquibancada e logo um alemão me ligou. Ficamos no telefone o jogo inteiro, com direito a 10 minutos de intervalo. Ele não era antipático, mas não dava corda quando eu tentava conversar algo além do jogo.

Match started, anunciei eu. O Iraty era o home team da minha narração. O adversário era o away team.

Então seguiram as frases para indicar o que estava acontecendo: Home danger... Away danger... Player injured... Home yellow card... Away yellow card.... E a homarada em volta de mim olhava com um ar de deboche. Eles cochichavam. Imagino que eles falavam um para o outro que eu era maluca. "É uma lunática! Acha que está transmitindo o jogo para o exterior", eles deviam comentar.

O mais triste de tudo é que o jogo estava tosco, parado. Neste caso, quando nenhum time estava atacando, cobrando falta, nenhum jogador estava machucado ou nada atípico estava acontecendo, a cada 10 segundos - para que a empresa soubesse que eu ainda estava lá - eu deveria dizer SAFE. E eu parecia um papagaio falando safe, safe, safe, safe, safe... Às vezes eu variava e dizia: still safe.

Agora eu e Raquel já temos uma nova gíria. Quando as coisas estiverem meio paradas, sem novidades, elas estarão safe!

Depois de um tempo o meu interlocutor começou a rir de mim, da minha vibração. Pois eu tenho que admitir que foi a partida na qual eu mais prestei atenção e me envolvi. Eu expliquei que os dois times estavam jogando muito mal. Ele riu: "I can see that". Os torcedores ao meu lado, além de estarem indignados porque eu não parava de falar em inglês, ficavam fora de si quando me viam torcendo para o time adversário, mesmo estando no lado reservado aos torcedores do Iraty. Na verdade eu estava era torcendo para que a partida ficasse mais interessante, não importava de que forma.

Até agora eu ainda não entendi qual é a da empresa chinesa. Quem ficar curioso pode entrar e ver o site, http://spbo.com/live.htm. Com o tradutor do google dá para ver quais jogos estão rolando e tal. A ligação era internacional mesmo, então, não foi alguém me passando trote. Ou, se foi, era um milionário, pois é preciso ter grana para falar da Alemanha para o Brasil durante um jogo de futebol inteiro.

No final da partida meu simpático interlocutor disse: Great job! Have a nice evening! Somebody will call you about your payment. Bye!

Se o meu 'cenzão' vier mesmo, ficarei feliz e vou sair tomar umas com minha cúmplice! Ela merece!

Se não bastasse, no final da partida começou a chover. Ficamos as duas embaixo de uma sombrinha pequena, agarradinhas! Para não perder o bom humor eu a pedi em casamento. "Raque, eu sempre te amei, só estava aguardando o momento certo para te dizer isso. Acho que ele chegou, pois estamos aqui, molhadas, na chuva, agarradinhas". Ela disse que vai pensar. Alguns machistas ouviram e nos olharam com uma cara de 'era visto, mulher no estádio só poderia ser sapatão!'. Nos divertimos. Rimos muito.

Então, já a uma quadra do estádio, lembrei que talvez meu primo estivesse por lá. Dito e feito, o vimos entrando no carro. Saimos correndo, gritando, pedindo carona. Ficamos a menos de dois metros dele e ele saiu, não nos viu - ou talvez esteja rindo até agora por ter nos deixado na chuva. Um ciclista que estava logo atrás de nós gargalhou ao ver a cena.

Para finalizar, quando já estávamos perto de casa, um arco íris surgiu no céu. Foi um brinde do céu à nossa união gay que terminou assim que a chuva parou de cair e nós desarmamos o guarda-chuva!

Foi um dia atípico! Se ninguém me ligar, se nada acontecer, ele termina aqui. Agora vou ver um filme porque hoje eu mereço ficar safe por um tempo!

Beijos

Narradora de futebol em inglês - de Irati para a China!

Tem coisas que só acontecem com uma Carolina!

Às vezes eu penso que não pode ser verdade, que as coisas que acontecem comigo são pura imaginação. Mas se fossem simples 'estórias', acho que eu não teria criatividade suficiente para criá-las.

Ontem à noite estava perdendo um tempo na net e vi um post suspeito numa comunidade do orkut. Ele falava sobre a necessidade de uma pessoa para passar via telefone para uma empresa chinesa informações sobre um jogo do Campeonato Paranaense. As informações seriam enviadas em inglês e o informante faturaria R$ 100. A curiosidade não me deixou quieta e eu logo entrei em contato. Responderam imediatamente, me adicionaram no msn, me ligaram.

Resultado: hoje à tarde estarei no jogo, na beira do campo, passando informações sobre a partida em inglês! Eu que não entendo nada de futebol! Vamos ver no que isso vai dar...

Coisa de maluco!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Por não estarem distraídos

Meu outro post nem esquentou, nem foi comentado.

Mas hoje eu queria Clarice, queria estar distraída, queria ler 'Por não estarem distraídos' como aquela sede que só cura com Coca gelada!

Então, coloco-o aqui para que vocês leiam comigo.

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.

Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.

Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.

No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.

Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.

Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.


Clarice Lispector (como eu amo esta mulher!).

Voltando ao sol e à chuva

Hoje sonhei que conversava com Fernando Pessoa! Eu estava no ônibus e ele sentou-se ao meu lado. Contei a ele que gostava de suas poesias porque elas tinham ponto final, porque soavam definitivas.

Quando lembrei do sonho fui direto a um livro dele. Gostei tanto do que vi:

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão -
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.


Fernando Pessoa é definitivamente definitivo! A sabedoria em aceitar o que é para ser ou não. Quantas vezes queremos entender o porquê das coisas e passamos horas pensando nisso? Quando, na verdade, para o amor, para ser amado, não há explicação. Simplesmente ama-se ou não. E quando o final de um relacionamento vem, temos a impressão de que o mundo está menos colorido. Porém, os campos são tão verdes para os que são amados quanto para os que não são. Tudo uma questão de percepção!
Então, baby, seja lá como for, voltemos ao sol e à chuva!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

É mais fácil amar o retrato

Outro dia eu li e guardei esta citação. Peço perdão ao dono do blog que a apresentou a mim, pois não lembro o nome. Eu pensei em utilizá-la num momento propício. O momento ainda não chegou, mas é tão bonita que gostaria de partilhar:

"É mais fácil amar o retrato. Eu já disse que o que se ama é uma ´cena´. ´Cena´ é um quadro belo e comovente que existe na alma antes de qualquer experiência amorosa. A busca amorosa é a busca da pessoa que, se achada, irá completar a cena. Antes de te conhecer eu já te amava... E então, inesperadamente, nos encontramos com o rosto que já conhecíamos antes de o conhecer. E somos então possuídos pela certeza absoluta de haver encontrado o que procurávamos. A cena está completa. Estamos apaixonados". Rubem Alves

E para completar, Marcelo Camelo e Malu Magalhães, com Janta.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Coisas da Maria

Maria: Amiga, tenho que te contar...

Amiga: Ixe! Tenho até medo!

Maria: Sabe o João?

Amiga: Sei... O que tem ele?

Maria: Então... a gente...(sorriso que diz tudo)

Amiga: Ah, não acredito! Ele não vale nada!

Maria: Eu sei! Mas eu quero ele pra mim, não é pra vender!

Tão simples

Às vezes é preciso tão pouco para tornar o mundo melhor.

Era uma festa de criança, repleta de brigadeiros, bolo, doces e outras delícias típicas. A criançada comia, corria, pulava nos brinquedos e depois bebia água, muita água.

Em outros aniversários eu já havia visto, mas nunca tinha entendido a cena. A avó de uma das crianças juntava todas as garrafas de água vazias. Ela saia sempre com um saco cheio e um sorriso no rosto.

Havia uma ao meu lado e eu a levei até ela, que a recebeu com uma alegria que até me constrangeu: "Que bom, mais uma! Eu trabalho numa escola e levo as garrafas para as crianças carentes! Elas ficam tão felizes! As que podem levam água na garrafinha e as que não podem ficam com sede até o recreio".

Uma atitude tão pequena, tão fácil de ser tomada, mas que faz toda a diferença para um grupo de pessoas. Tornar o mundo melhor não necessita de grandes feitos.

Na pequenez do ser humano, cada um pode mudar o dia de alguém. E talvez um pequeno exemplo seja tudo o que esta pessoa precisa para ser grandiosa.

Hoje é dia primeiro de fevereiro. Ainda temos 11 meses para mudar o mundo em 2010!


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