sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Voltando ao sol e à chuva

Hoje sonhei que conversava com Fernando Pessoa! Eu estava no ônibus e ele sentou-se ao meu lado. Contei a ele que gostava de suas poesias porque elas tinham ponto final, porque soavam definitivas.

Quando lembrei do sonho fui direto a um livro dele. Gostei tanto do que vi:

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão -
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.


Fernando Pessoa é definitivamente definitivo! A sabedoria em aceitar o que é para ser ou não. Quantas vezes queremos entender o porquê das coisas e passamos horas pensando nisso? Quando, na verdade, para o amor, para ser amado, não há explicação. Simplesmente ama-se ou não. E quando o final de um relacionamento vem, temos a impressão de que o mundo está menos colorido. Porém, os campos são tão verdes para os que são amados quanto para os que não são. Tudo uma questão de percepção!
Então, baby, seja lá como for, voltemos ao sol e à chuva!

2 fizeram a Carol feliz...:

Daniel Savio disse...

Concordo, mas acaba sendo uma introdução ao próximo post, pois ele terminar em estar distraido e então você usar a Clarice para explicar a distração...

Ficou bonita a nova foto do teu perfil.

Fique com Deus, menina Carol.
Um abraço.

Maris Morgenstern disse...

oi quérou...
tem algo diferente aqui no blog né?
acho q é o layout (gosto do blog em especial por poder usar a palavra layout em outro contexto q não uma prova da fernanda)
tá lindinho....

ahhh.
acho q qdo nao sou amada a grama aqui de casa fica meio cinza...