sábado, 8 de dezembro de 2012

Eu conto e eles não acreditam



Tenho duas amigas, coincidentemente, da mesma cidade, que têm tias com nomes bastante excêntricos. Acho que as avós daquele lugar tinham certo problema com a maternidade.

Uma delas, muito religiosa, deu às suas filhas os nomes de: Fé, Esperança e Caridade. Para contrariar o dito popular, Esperança morreu primeiro.


A outra não quis abusar da criatividade no nome das filhas gêmeas. Como boa mãe, não quis jamais que elas se separassem. Como não podia ser unha e carne, optou por Clara e Gema. Sim, pode rir, mas acredite. Será que se fossem trigêmeas a terceira seria Casca? E se o terceiro filho fosse um menino, será que o nome dele seria Ovo?



Minha avó gostava do som ‘ete’. Tanto assim que batizou suas filhas de Elizabete, Bernadete, Marizete, Claudete e Arlete. Sendo a última das ‘etes’ a minha mãe. Fatou ‘ete’ para tanta menina e nas últimas ela radicalizou: Rose e Ione. Eu ainda acho que poderia ter sido Rosilete e Ionete!

1 fizeram a Carol feliz...:

HENRY CLAUDE STELMARSCZUK disse...

Manifesto do Carnaval de Irati 2013

O carnaval acabou. E o ano “definitivamente” começa no Brasil. Para muitos é assim. No Rio de Janeiro a campeã do maior carnaval do mundo, internacionalmente reconhecido foi a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, com um desfile e um samba-enredo que homenageava as coisas da roça e a fertilidade da terra, a agricultura, atividade presente em todos os povos, sem a qual ninguém sobreviveria, pois tudo o que ingerimos e comemos vem da terra.
Em Irati teve Carnaval também, e quem ganhou o prêmio foi uma “Perereca” e um travesti conhecido por “Karina” foi aclamado. O que significa isso? O que simboliza isso? Qualquer cidadão iratiense que tenha a mínima instrução sabe que a nossa cidade é essencialmente agrícola e que nossa economia gira em torno da agricultura. Não é preciso ser nenhum economista ou sociólogo para saber disso.
No Carnaval de Irati 2013, havia um carro alegoricamente enfeitado representando a agricultura e a imigração polonesa. Não é preciso ser nenhum historiador para saber que na nossa cidade a maioria de nossa população é de origem eslava, principalmente a população do interior. E coincidentemente, esse carro denominado “corso carnavalesco” vinha do interior, de uma localidade rural de irati, enfrentando todas as dificuldades de uma estrada mau conservada, enlamada, esburacada, com os boeiros caidos e que não tem a devida manutenção pela prefeitura municipal há mais de 8 anos. E junto com o carro, algumas famílias de agricultores vieram, para prestigiar o evento e também o desfile do carro. Este carro era uma homenagem aos agricultores e ao Centenário da Imigração Polonesa. O autor, que entre outras atividades também é colono fez uma instalação de um paiol polonês na carroceria de sua pick-up (picape), usando ferramentas e utensilhos típicos e produtos cultivados pelos poloneses como milhos e abóboras, assim como folhas de palmeiras e flores, montou um cenário típico do interior, com as bandeiras do Brasil e da Polônia e nas suas características cores; adesivou o carro inteiro, homenageando os ancestrais e os descendentes desta etnia que colonizou o Brasil, sobretudo o Paraná e a nossa cidade de Irati e com tanto trabalho e sofrimento fez os mesmo progredir e prosperar até os dias atuais.
No entanto, ninguém mencionou, ninguém da organização sequer citou ou deu importância ao fato, nem mesmo o prefeito em seu discurso fez menção, citou as crianças, os idosos, os comerciantes, os populares, menos os agricultores que estavam presentes com o dito carro, causando idignação aos mesmos, parece que ignorando o fato de que o próprio vice-prefeito reside no interior e é agricultor. Assim o prêmio saiu para uma “Perereca” e os elogios para um travesti, não sabemos o que ambos significam para o município e sua história, assim como não sabemos quem foi a comissão que julgou e qual critério se utilizou. O prêmio não seria tão importante quanto o reconhecimento ao fato de pessoas do interior, ou seja, agricultores terem vindo participar da festa.
Pois se no Rio de Janeiro, que o carnaval é uma Mega-Evento reconhecido já como patrimônio Cultural da Humanidade o reconhecimento da agricultura foi unânime, louvável e diga-se de passagem justo, em Irati o reconhecimento da “Perereca” e de um travesti foi no mínimo vergonhoso e desprezível.