Meu amor está em poemas ainda não escritos, em versos escondidos de mim mesma, em sonhos que ainda não viraram realidade. Procuro ser gentil, sorrir e alegrar, afinal, não sei quem te conhece e quero que sempre ouça coisas boas sobre mim. Não o amo em cenários de pôr-do-sol. Eu o amo no dia a dia, na meia rasgada, na olheira, no cabelo oleoso. Faz parte de mim o verbo amar. Eu o amo quando quero ficar bonita. Eu o amo quando acordo e faço tudo o que programei, sempre esperando que algo me surpreenda e mude o rumo do meu dia. Eu o amo quando penso em seus defeitos e em tudo aquilo que eu jurava nunca suportar. Eu o amo quando cultivo o bom humor. Eu o amo quando penso no presente que vou lhe dar. Eu o amo quando ouço uma música que me faz pensar em nosso amor. Eu o amo quando leio poesia. Eu o amo como ama a princesa ao seu príncipe, feliz para sempre, até que se feche o livro. Eu o amo quando suspiro nos filmes de finais felizes e quando sinto vontade de chorar se a mocinha não se dá tão bem assim. Eu o amo quando choro de saudades de tudo aquilo que não vivi. Eu o amo quando reconheço que aquele que veio antes não era amor. Eu o amo ainda sem o conhecer. Sorrio ao caminhar. Canto, pareço feliz. Afinal, até que chegue o momento, nunca saberemos - eu e ele - onde vamos nos encontrar. Por isso, é preciso estar preparada, perfumada, sorridente. Eu o amo com a alegria de quem já conhece o amor por ter certeza de que um dia ele será real. Eu o amo no presente, embora ainda sejamos futuro. Feliz dia dos namorados!
* Mais uma postagem coletiva para o Espaço Aberto.
Uma imagem diz mais do que mil palavras, já estabeleceu o velho ditado. Duas pessoas podem se amar, mesmo sem conseguir explicar ou denominar o que sentem. Mais um dia dos namorados está chegando, mas acho que nunca encontrarei outra história tão linda e de amor tão verdadeiro.
Sempre exagerada, não consegui escolher uma fotografia, somente. Cada uma destas fotos me emociona e sempre que estou desistindo da profissão elas me aparecem no caminho, mostrando que há momentos de plena felicidade no cotidiano cansativo e atrapalhado que eu tenho. Cada uma delas tem sua história e me toca de uma forma diferente.
Colheita da uva - 2008 O que eu mais adoro nesta foto é a satisfação do agricultor com o seu trabalho.
Pêssankas - 2009 A beleza e a delicadeza dos ovos artesanais, pintados pelas mãos calejadas do jovem trabalhador rural.
Ipê - Fernandes Pinheiro Esta foto ficou salva como 'meu ipê'. Ele é obra da natureza, mas o considero meu porque esta imagem me enche de alegria.
Há mais de 15 anos, faça frio ou sol, este senhor cuida de uma plantação de repolhos que fica a mais de 5km da casa dele. Apesar da estrada ruim e esquecida pelo governo local, ele não reclama, é feliz por ter trabalho.
Rodeio de Irati - 2009 Gosto da composição desta foto, do colorido, da luz.
Espero que essa minha nova contribuição para o Espaço Aberto também tenha emocionado vocês!
O alto das árvores perde a cor Para pintar o chão Com a beleza morta das folhas De uma natureza viva
Quatro estações, Mais um ano igual Frio, vento, chuva e, enfim, verão Mas a flor não é a mesma Caíram as folhas, mudaram as pétalas, A cor, a essência
No outono da alma, a estação pouco importa Vem primavera, chegam as flores Mas para a alma em outono, Não há amores Sentimento desfolhado e sem beleza No outono da alma, Tudo é tristeza
*Esta postagem faz parte da iniciativa Espaço Aberto - http://um-blog-para-todos.blogspot.com/ - que propôs o tema "outono" para todos os blogueiros participantes neste dia 30.
"Ora essa, sou uma mulher simples e sofisticada. Misto de camponesa e estrela no céu.Depois que aprendi em mim mesma como se pensa, nunca mais consegui acreditar no que pensam os outros.Sou desorientada na vida, na arte, no tempo e no espaço.Eu vivo de teimosa que sou.Economizo quanto posso para o dinheiro dar. Sou inocente e ignorante. Ter nascido me estragou a saúde. Eu sou uma pergunta..."
(Adaptado de vários textos de Clarice Lispector)