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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Meu jeito de dizer que te amo*



Meu amor está em poemas ainda não escritos, em versos escondidos de mim mesma, em sonhos que ainda não viraram realidade.
Procuro ser gentil, sorrir e alegrar, afinal, não sei quem te conhece e quero que sempre ouça coisas boas sobre mim. Não o amo em cenários de pôr-do-sol. Eu o amo no dia a dia, na meia rasgada, na olheira, no cabelo oleoso. Faz parte de mim o verbo amar. Eu o amo quando quero ficar bonita. Eu o amo quando acordo e faço tudo o que programei, sempre esperando que algo me surpreenda e mude o rumo do meu dia. Eu o amo quando penso em seus defeitos e em tudo aquilo que eu jurava nunca suportar. Eu o amo quando cultivo o bom humor.
Eu o amo quando penso no presente que vou lhe dar. Eu o amo quando ouço uma música que me faz pensar em nosso amor. Eu o amo quando leio poesia. Eu o amo como ama a princesa ao seu príncipe, feliz para sempre, até que se feche o livro. Eu o amo quando suspiro nos filmes de finais felizes e quando sinto vontade de chorar se a mocinha não se dá tão bem assim.
Eu o amo quando choro de saudades de tudo aquilo que não vivi. Eu o amo quando reconheço que aquele que veio antes não era amor.
Eu o amo ainda sem o conhecer. Sorrio ao caminhar. Canto, pareço feliz. Afinal, até que chegue o momento, nunca saberemos - eu e ele - onde vamos nos encontrar. Por isso, é preciso estar preparada, perfumada, sorridente. Eu o amo com a alegria de quem já conhece o amor por ter certeza de que um dia ele será real.
Eu o amo no presente, embora ainda sejamos futuro.
Feliz dia dos namorados!

* Mais uma postagem coletiva para o Espaço Aberto.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Imagens que me fazem suspirar



Uma imagem diz mais do que mil palavras, já estabeleceu o velho ditado. Duas pessoas podem se amar, mesmo sem conseguir explicar ou denominar o que sentem. Mais um dia dos namorados está chegando, mas acho que nunca encontrarei outra história tão linda e de amor tão verdadeiro.

Sempre exagerada, não consegui escolher uma fotografia, somente. Cada uma destas fotos me emociona e sempre que estou desistindo da profissão elas me aparecem no caminho, mostrando que há momentos de plena felicidade no cotidiano cansativo e atrapalhado que eu tenho. Cada uma delas tem sua história e me toca de uma forma diferente.

Colheita da uva - 2008
O que eu mais adoro nesta foto é a satisfação do agricultor com o seu trabalho.



Pêssankas - 2009
A beleza e a delicadeza dos ovos artesanais, pintados pelas mãos calejadas do jovem trabalhador rural.



Ipê - Fernandes Pinheiro
Esta foto ficou salva como 'meu ipê'. Ele é obra da natureza, mas o considero meu porque esta imagem me enche de alegria.



Há mais de 15 anos, faça frio ou sol, este senhor cuida de uma plantação de repolhos que fica a mais de 5km da casa dele. Apesar da estrada ruim e esquecida pelo governo local, ele não reclama, é feliz por ter trabalho.



Rodeio de Irati - 2009
Gosto da composição desta foto, do colorido, da luz.



Espero que essa minha nova contribuição para o Espaço Aberto também tenha emocionado vocês!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Outono - beleza morta da natureza viva*

O alto das árvores perde a cor
Para pintar o chão
Com a beleza morta das folhas
De uma natureza viva

Quatro estações,
Mais um ano igual
Frio, vento, chuva e, enfim, verão
Mas a flor não é a mesma
Caíram as folhas, mudaram as pétalas,
A cor, a essência

No outono da alma, a estação pouco importa
Vem primavera, chegam as flores
Mas para a alma em outono,
Não há amores
Sentimento desfolhado e sem beleza
No outono da alma,
Tudo é tristeza

*Esta postagem faz parte da iniciativa Espaço Aberto - http://um-blog-para-todos.blogspot.com/ - que propôs o tema "outono" para todos os blogueiros participantes neste dia 30.