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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Epitáfio a Damasius

Damaris, aquela que nunca aprendeu malabares,
Fugiu dos nossos olhares
Parou de comer as frutas dos nossos pomares
Pegou seu barco e foi aos mares
Em busca de novos ares, outros luares

****
Para Damaris, a fã dos meus epitáfios...
Ah, Damaris, ainda bem que posso trocar o I pelo E para rimares!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Epitáfio V

Não ria porque meu túmulo é um jornal
Muito menos porque escrevi mal
Volto puxar o seu pé
E só vou embora depois do café

Escrever epitáfio é quase arte
Antes um escrito por mim
Do que outro falando qualquer coisa
Da qual eu não faça parte

Não fiz nada de nobre
Até minhas rimas foram pobres
Só peço que agora você não se emocione,
Nem chore

Morrer é a única coisa
Que eu tinha certeza que um dia faria
O que para quem deixou de lado certas noites de folia
É quase uma alegria

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Epitáfio V

Não ria porque meu túmulo é um jornal
Muito menos porque escrevi mal
Volto puxar o seu pé
E só vou embora depois do café

Escrever epitáfio é quase arte
Antes um escrito por mim
Do que outro falando qualquer coisa
Da qual eu não faça parte

Não fiz nada de nobre
Até minhas rimas foram pobres
Só peço que agora você não se emocione,
Nem chore

Morrer é a única coisa
Que eu tinha certeza que um dia faria
O que para quem deixou de lado certas noites de folia
É quase uma alegria

Epitáfio IV

Viciada em chocolate e café,
Pegou um doce e deu no pé
Vai sobrar no mundo cafeína,
Pois num grande desastre
Morreu a velha Carolina

segunda-feira, 22 de março de 2010

Epitáfio III - Boneca namoradeira



Nem toda Carolina é namoradeira
Mas toda boneca namoradeira é Carolina

Aqui jaz Carolina,
Que namorados teve poucos
Mas como uma boneca nordestina,
Passou a vida debruçada na janela a contemplar
Com um olhar à Monalisa,
Ninguém sabe o que a fazia ficar
Sorrindo em sua janela,
Nem viu o tempo passar.